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terça-feira, 22 de março de 2011

Matou um rapaz no dia em que ele fazia 17 anos e está comemorando na prisão

Quase, esta é a palavra que ficará lembrada para sempre na mente dos familiares de Pablo Rocha Pires de 17 anos,
pois ele não atingiu a maioridade. Ele foi morto por um golpe de terçado que sofreu na noite de sábado, 19 de março, no bairro de São Pedro, próximo ao antigo Supermercado Boca Quente.

Nesse dia o rapaz fazia 17 anos e resolveu comemorar com os amigos em frente à casa de sua avó no bairro onde o crime aconteceu. Segundo familiares, após beber com os amigos, Pablo entrou para casa e foi dormir. Seus amigos continuaram bebendo próximo ao local onde fica a casa da vó de Pablo.

Pouco tempo depois que os amigos da vítima deixaram a frente de sua casa para beber em outro local, arrumaram confusão e foram perseguidos pelos outros que se acharam ofendidos. Quando retornaram para frente da casa em que Pablo dormia, os amigos desviavam de pedras que foram arremessadas pelos desafetos. Uma delas foi parar no telhado da casa em que o aniversariante dormia, acordando-o. Assustado e nervoso, Pablo foi ao orelhão e ligou para a polícia, quando voltava da ligação acompanhado de seu avô foi duramente atingido por um golpe traiçoeiro na cabeça com um terçado que estava na mão do assassino Alexandre Souza Pinto de 18 anos de idade.

Após ser atingido, Pablo foi levado ao Hospital Regional de Humaitá e Alexandre foi preso em flagrante. Começava neste instante a luta pela vida de um jovem que teve como único erro uma comemoração regada a bebidas com os amigos. Do hospital da cidade, Pablo foi transferido para Porto Velho, onde lutou pela vida por dois longos dias vindo a falecer na noite de segunda-feira.

Quando perguntamos se Alexandre era o autor do crime, ele perguntou se Pablo havia morrido e soltou a seguinte sentença, “Ele morreu? Antes ele do que eu!” Após essa triste frase e em gargalhadas o marginal parecia comemorou o feito lamentável. Ele terá muito tempo para pensar no dano que causou para sempre numa família que só queria ver o filho vivendo e deixando viver.

Haroldo Ribeiro

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